(Quis traduzir antes, mas não deu…) Esta é uma entrevista com Troy Bayliss num evento chamado Motodays realizado em Roma (02/2009). É uma longa e interessante entrevista com o atual campeão da SBK (e 3x mundial) que fala sobre sua carreira, sobre a atual temporada da SBK e seus planos futuros.
Iniciamos com uma pergunta sobre sua fantástica carreira: o que pensa a respeito dela vendo de um ponto de vista crítico?
Penso que tive uma boa carreira, mas como todo piloto queria ter conseguido fazer mais. Gostaria de alcançar o recorde de Carl Fogarty (59 vitórias e 4 títulos mundiais contra 52 vitórias e 3 títulos mundiais do australiano), e se tivesse continuado provavelmente conseguiria. Mas tomei a decisão de parar no meu melhor nível e penso que foi a escolha certa.
Você acha que os pilotos nesta temporada pensam está mais fácil alcançar o título, visto sua ausência?
Não creio que eles pensem assim, até porque não faz nenhuma diferença eu estar ou não. Vencer um campeonato do mundo é sempre muito difícil, ainda mais nesta temporada, com muitos pilotos novos e com a chegada da Aprilia e BMW. É realmente bacana ter todas essas motos no grid, sobretudo por conta da situação difícil que vivemos neste momento.
Você estará na primeira corrida em Phillip Island?
Certamente, e será estranha a sensação de ver a corrida como espectador.
Acredita que a sua moto andará bem com Haga?
Sei que Nori usa um setup muito diferente daquele que eu costumava usar, mas parece que ele se adaptou bem e já está em ótimo nível. Não podemos esquecer que Nori é um grande piloto, tem muita experiência e estou seguro de que ele lutará pelo título. Nos últimos 2 anos acho que ele alcançou um nível excepcional, talvez o mais alto de sua carreira, como também é jovem, embora não seja mais um garoto.
Você é amigo de Casey Stoner que durante os testes de Sepang pela MotoGP teve de enfrentar ainda dores no pulso esquerdo. Pensa que a lesão possa ser grave ou que irá melhorar com o tempo?
Não falo com Casey a um tempo, então tudo que sei a respeito é o que divulgado pelos jornais. Também enfrentei uma lesão grave no pulso e o que posso dizer é demora muito mais tempo do que imaginamos. Entretanto, é sempre melhor ter a lesão no pulso esquerdo do que no direito. Obviamente não sou médico, mas falo pela minha própria experiência.
Acredita que a batalha pelo título ficará entre Nori, Ben e Michel?
Espero mesmo que Michel possa estar entre os 3 primeiros, mas acredito que Ben e Nori serão os caras a serem batidos nesta temporada. Vamos ver o que acontece nas primeiras corridas, tudo pode acontecer…
Michel Fabrizio foi muito bem nos testes, mas declarou que se você estivesse presente certamente seria batido. O que acha?
Não sei, digamos que na minha cabeça penso ser ainda muito rápido, encerrei minha carreira da melhor maneira possível na MotoGP como na SBK. Como sai da SBK com um título na mão, penso que poderia ser ainda veloz.
Você fechou a temporada 2008 com uma vitória dupla em Portimão. O que pensa a respeito desta pista, declarada como uma pista fantástica como Phillip Island?
É uma grande pista, muito desafiadora, visto a irregularidade do terreno e as curvas cegas. Todos os pilotos gostam de percorrer pistas assim. Além disso, é uma pista adaptada para testes, graças a sua formatação. Phillip Island é um lugar especial para mim, como Monza e Misano, pois iniciei minha carreira neste circuito. Certamente em Phillip Island não tive somente dias bons mesmo ganhando muitas corridas, mas felizmente as pessoas tendem a não recordar que tive também muitas corridas ruins lá. Se falarmos do traçado em si posso dizer que a superfície não é perfeita especialmente em alguns pontos onde há alguns buracos que apesar de corrigidos sempre voltam. Mas tirando este pequeno detalhe a pista é muito boa para correr e muitos pilotos europeus adoram andar nela. Para andar forte não é necessário conhecer muitos segredos, basta correr e conhecer bem o circuito.
Depois de tomar a decisão de deixar as corridas, como está ocupando seus dias?
Digamos que procuro passar muito tempo com minha família, preparo as crianças para escola e faço algumas tarefas domésticas. Também, continuo treinando ciclismo embora tenha provado ficar 1 mês sem fazer nada mas não agüentei, no fim das contas sou atleta e quero treinar. De forma geral, procuro levar a mesma vida, a única diferença é que agora tenho mais tempo.
Vamos falar de seus projetos futuros. Irá correr de carro esse ano?
Sim, exatamente. Farei alguns testes com o carro campeão da V8 Supercars (Austrália) e seria fantástico poder correr com esta equipe. A princípio é só um teste sem muita expectativa em relação a desempenho, é mais para entender se posso andar bem com carros. Se as coisas andarem bem poderei fazer algumas corridas como wild card, até porque estou ocupadíssimo. Não quero absolutamente virar as costas para o mundo a SBK, estarei próximo da categoria durante o ano.
Fale do seu estilo de pilotagem. Algum conselho técnico?
É difícil explicar porque o estilo é referenciado pelas sensações que cada piloto possui sobre a própria pilotagem. Posso dizer que muitos pilotos usam pouco ou não usam o freio traseiro, eu, entretanto, sempre usei muito, especialmente no meio da curva e nas saídas. Na realidade, muitas vezes precisei de pastilhas traseiras otimizadas por conta do uso intenso que fazia delas. Pode-se usar o freio traseiro quanto quiser, mas nunca somente os traseiros para frear as atuais motos de competição, é só uma técnica para balancear a moto e corrigir as trajetórias.
Porque sempre correu com o 21?
Quando cheguei para substituir Carl Fogarty que se lesionou, Davide Tardozzi me perguntou qual número gostaria, mas eu respondi que queria somente correr e o número não me importava. Assim optaram iniciar com o número 21, que depois acabou sendo meu número por toda a carreira. Gostaria de ter corrido também na MotoGP com esse número, mas tive que escolher o 12, para manter a mesma combinação de números.
A tua história é a realização de um sonho, aquele sonho que tantos pilotos aspiram alcançar, mas que nem sempre é possível. Que conselhos pode dar àqueles que desejam entrar no mundo das competições?
Procure um outro trabalho (risos)! É realmente um percurso longo e difícil, no qual deve constantemente acreditar em você mesmo e ir em frente mesmo nos momentos menos mais difíceis. Deve se dedicar 100% todo dia àquilo que deseja fazer, caso contrário você irá desistir facilmente. Não se pode relaxar muito, é necessário ser especialmente constante em termos mentais. É uma vida muito dura, embora as vezes não pareça, mas ao fim de tudo é um grande trabalho. Guiar as motos mais belas e rápidas do mundo não é tão ruim.
Uma última pergunta. Não é possível deixar de perceber seu relacionamento com o público, é realmente fantástico ver a energia das pessoas quanto elas vem ao seu encontro. Que sensação tem?
É muito legal e todo piloto gostaria de ter muitos fãs ao redor do mundo. Logicamente, é cansativo, sobretudo nos finais de semana de corrida, contudo é necessário reconhecer que são estas pessoas que pagam para ver as corridas e então sempre procuro me dedicar o máximo possível a elas.
Por: a mil por hora blog 

Sem dinheiro, a Pro Ride entrou em acordo para dispensar o piloto espanhol Gregório Lavilla, que a princípio, tinha sua estréia prevista para a próxima etapa do campeonato.
Em entrevista ao site oficial da SBK, Michel Fabrizio, Piloto oficial Ducati, reconheceu que seu início de temporada foi decepcionante, especialmente pela pré-temporada que fez. Contudo, afirmou que ainda possui condições de lutar pelo título.
Entrevista com Massimo Meregalli, manager da equipe oficial Yamaha no mundial SBK.
Fonte: motocorse.com
Pode ser que venha uma punição grave para a equipe (o que seria merecido, já que burlou o regulamento), mas também, é difícil associar a performance da equipe durante as últimas temporadas ao uso desta bomba somente… Só agora descobriram o uso do dispositivo?